Once upon a time in Santiago, Chile – Dia 5, Viagem a La Calera

No último dia de futebol, penúltimo dia da viagem, não tive muito trabalho. Se viajando fora do seu país você tem que calcular o tempo, o caminho, o dinheiro, a bateria do celular… Naquele domingão, dia das mães no Brasil (10 de maio), não tive que pensar e nem fazer muita coisa.

Apenas esperar meu amigo Diego, que eu havia conhecido 11 anos atrás, via Instagram, me buscar na porta do hotel e depois me deixar de volta lá. Estar com pessoas locais facilita tudo. Torna a experiência mais tranquila, já que ele deu carona para ir e voltar e conseguiu comprar o ingresso para mim, que mais uma vez não foi possível de comprar porque eu não tenho o CPF dos chilenos.

Fomos a La Calera, cerca de 1h30 distante de Santiago, para o jogo da equipe local de mesmo nome, contra a Universidade de Chile, a La U. Após me buscar, Diego dirigiu até a região central, para esperar os amigos chegarem. O horário combinado era 12h com os demais amigos.

Primeiro, chegaram dois amigos que demoraram cerca de 20 minutos para nos encontrar no local e horário combinados. Depois, buscamos o quarto integrante da viagem, próximo de uma estação de ônibus.

Antes de entrar na estrada, paramos para comprar cerveja. E adivinha? Não me deixaram pagar. Para eles, eu era um convidado. Realmente, fosse no Brasil, eu gostaria de fazer o mesmo. No entanto, perderam a mão. Compraram muita cerveja para poucos bebedores (os dois amigos chilenos e eu).

Chegamos em La Calera e paramos para comer numa vendinha bem simples da cidade. Adivinha? Não me deixaram pagar. Indo para o Estádio pararam para comprar uma camiseta réplica para mim, já que eu não estava devidamente uniformizado. E adivinha? Sim, não deixaram eu pagar…

Resumindo, um passeio que se eu fizesse sozinho custaria o olho da cara, saiu apenas o preço do ingresso e do combustível. E, para melhorar, saí de lá com três novos amigos, que com certeza podem contar comigo o dia que vierem a São Paulo. O Gustavo das 11h30 esperando o Diego buscá-lo na porta do Hotel, já não era a mesma pessoa ao chegar em Santiago, por volta de 21h.

O jogo, infelizmente, foi de derrota para a Universidad de Chile. Levou 1×0 no primeiro tempo, e depois praticamente nada aconteceu em mais uma partida sofrível, que aliás também tinha gramado sintético, tal qual o Estádio da Católica. Apesar de ser a segunda torcida do Chile, com 26% da população, cerca de 5 milhões de torcedores, a La U tem uma torcida de respeito. São realmente fanáticos pelo seu clube.

E, após essa viagem, conclui isso: Existem muitas pessoas com o mesmo sentimento que eu pelos seus times de futebol. Talvez eu não tenha uma reposta definitiva do porquê de existir tanta gente assim, mas é aquilo que diz a música do Mano Brown, em parceria com Jorge Ben: “Meu time é o que me inspira por falta de alguém. Onde como ele estiver. Tente se puder. Corajoso no domingo, chuvoso a pé”.

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