Once upon a time in Santiago, Chile – Dia 2, Sul-Americana em Rancagua
No segundo dia de viagem, o foco obviamente era um só: São Paulo Futebol Clube. Neste dia, teria amigos para me fazer companhia na experiência até Rancagua, cidade do time do O’Higgins, nosso adversário daquele 7 de maio pela Copa Sul-Americana 2026.
Fato é que, o O’Higgins, é um clube pouco conhecido no Brasil. Então quase ninguém sabe que fica há cerca de 1h de Santiago, com boas opções de transporte até lá, como ônibus ou trem.
Fundado em 1955, O O’Higgins foi rebaixado 5 vezes na sua história: 63, 75, 85, 96 e 01. Campeão nacional só uma vez do Apertura Chileno, em 2013, já havia disputado a Libertadores três vezes no século passado, 79, 80 e 84.
Para classificar na sua primeira participação, ganhou a Liguilla realizada em 1978, após 7 jogos entre quatro clubes – O’Higgins, Unión Española, Everton e Cobreloa – entre 3 e 12 de dezembro. Todos os 7 jogos realizados no Estádio Nacional. Repetiu a vaga no ano seguinte pela mesma forma de classificação, enquanto em 84 classificou-se após ser vice-campeão da Copa Chile da época.
Embora tenha voltado a Libertadores só em 2014, havia disputado também a Sul-Americana em 2012, e depois em 2016 e 2017. Mas, avaliando friamente, em termos internacionais quem é de uma geração que nasceu no fim do século XX, praticamente não conhece o clube.



Bom, voltando ao que interessa, o nosso ponto de encontro foi um restaurante cerca de 10 minutos do meu hotel (Mercure). Lá, um “all you can eat” no Panda Júnior, restaurante oriental. Relutei um pouco, mas depois de um tempo aceitei a ideia de comer e ir para o estádio de barriga cheia.
A saída de dois dos três ônibus da torcida (Dragões Da Real + Independente) estava marcada para 14h30. Acabou atrasando, com nossa ida começando de fato por volta de 15h30
Na estrada, fomos escoltados por um carro dos carabineiros (polícia chilena) e por dois carros de torcedores do Colo-Colo, da Barra Brava Garra Blanca.
Paramos na estrada por 15, 20 minutos para esperar o terceiro ônibus, que era o da Independente que seguia do Brasil até Santiago, para então irmos os 30 minutos que faltavam da 1h30 de Santiago até Rancagua.
Estádio pequeno, com capacidade para quase 12 mil pessoas. Se não me recordo mal, eram 9 mil torcedores naquele dia, ou seja, o que estamos acostumados nos nossos jogos na Vila Belmiro, em Santos, ou no Cícero de Souza, em Bragança, as atuais casas de veraneio de São Paulo FC, que há alguns anos não tem o futebol como prioridade.
No primeiro tempo, acabei ficando em um local que, de repente, a torcida Independente escolheu ficar. Na minha filosofia de não mudar de lugar para ver se dá sorte, assisti à primeira metade do jogo lá, cantando os 45 minutos iniciais. Quando vi que não foi efetivo, mudei de lugar e fiquei na corneta de sempre na etapa final.

Sobre o ambiente do Estádio El Teniente, o O’Higgins tem uma torcida pequena. Não empolga muito, apenas em momentos que o time crescia no jogo. Não foi uma panela de pressão, que já vimos em outros países sul-americanos.
Após o jogo, volta para Santiago outra vez com escolta policial, até chegar de volta no Hotel por volta de 21h, 21h30. Os amigos que me fizeram companhia este dia foram embora logo pela madrugada, então após um 0x0 triste, fui dormir com uma sensação de vazio. Do tipo, “o que que eu tô fazendo aqui”… Coisas da vida. O ânimo voltaria no dia seguinte, após boas horas de sono.

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