Once upon a time in Santiago, Chile – Dia 4, Sábado totalmente de futebol

No quarto dia da viagem, escolhi ir para dois jogos, já que a agenda do dia me permitiria. Comecei o dia correndo, do meu hotel para o Estádio Nacional e dei umas voltas lá. Depois, foquei na agenda futebolística. Primeiro, um jogo da Liga de Ascenso, a segunda divisão chilena, entre Deportes Recoleta x Deportes Santa Cruz.

Enquanto o Recoleta é uma equipe pequena da capital, fundada há pouco mais de 10 anos, em 2014, localizada na Zona Norte da província de Santiago, o Santa Cruz fica há 2 horas de Santiago, sentido sul, pouco após a Rancagua, cidade que eu havia visitado no segundo dia desta FutTripChile.

Cinco situações curiosas me marcaram nessa experiência de ir a Recoleta x Santa Cruz. A primeira, que não consegui comprar ingresso. No mundo moderno, em que cada vez mais não há venda de ingressos na bilheteria, a única forma de comprar entradas era pelo site. Fato curioso: você não compra ingresso no site de venda, o https://www.passline.com/, se não tiver o RUT (CPF deles). Ou seja, eu não consegui comprar.

Outro fato curioso, ainda sobre o mesmo tema, é que entrei em contato com pessoas nas redes sociais do clube para ver se me ajudavam a comprar o ingresso. Um logo respondeu “acho que você está confundindo com o Recoleta do Paraguai”, quando na verdade eu estava de fato em contato com o Recoleta certo. O time é tão pequeno, que ele nem acreditou que um brasileiro queria ir no jogo deles.

Ainda sobre esse tema – compra de ingresso – a solução foi a melhor possível, pelo menos para mim. Cheguei na porta, bati papo com o pessoal da entrada. Depois de concluirmos que já não havia a venda online, porque no horário de início eles param de vender no site, o chefe da turma de acesso o estádio me disse. “Bom, se não podemos te cobrar, pode entrar”. Era barato, 40 reais, mas entrei de graça. Melhor desconto impossível.

Antes da quinta situação curiosa, que com certeza é a mais curiosa de todas, vou relatar a quarta: quando olhei no Brasil o horário do jogo, estava escrito 13h30. Porém, era 13h30 do Brasil. Fiquei com aquele horário na cabeça. Quando pensei em sair, por volta de 11h45, fui olhar o horário local, e era 12h30 o jogo. Ou seja, cheguei atrasado porque o site no Brasil me enganou. Cuidado com o JetLag, pessoal!

E, por ter chegado atrasado, perdi o gol do jogo, que foi o fato mais curioso de tudo. O Recoleta venceu por 1×0 o duelo. Se o nível da primeira divisão chilena não é dos melhores, a Segunda Divisão é pior ainda (óbvio). E por que conto isso? O gol do time da casa foi inacreditável. O goleiro vai dar um chutão para frente, acerta as costas do seu zagueiro e a bola entra no fundo do seu próprio gol. Acredite se quiser. E depois disso, nada aconteceu, praticamente.

Jogo 1 do dia finalizado, saí da comuna de Recoleta, na Zona Norte de Santiago, e fui para o jogo do Colo-Colo contra o Deportes Concepción, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa de La Liga do Chile. O bairro do estádio do Colo-Colo – o Monumental David Arellano – é o Macul. Uma comuna que fica 15 km sentido sul no caminho que eu fiz, porém se olhar no mapa, o bairro fica no Centro Leste do município.

Lá, uma atmosfera totalmente diferente. O Colo-Colo é um dos três grandes do Chile (talvez o maior, pelos títulos conquistados). Com uma torcida bem grande, cerca de 40% da população chilena, ou seja, por volta de 9 milhões de torcedores, isso lhe garante a maior torcida do País. A La U tem cerca de 28% (5,8 milhões), já a Católica tem algo em torno de 10% (2 milhões).

O jogo, curioso. O Deportes Concepción fez 1×0 no primeiro tempo. Tudo caminhava para uma vitória dos visitantes. Até que este aqui, que para você raro leitor redige, resolveu mudar de lugar. Sim, acredito nessas coisas. Quando no segundo tempo fui para o outro lado do setor que eu estava, o Colo-Colo fez 3 gols. Inclusive, todos os 4 gols do jogo foram ao lado oposto aquele que eu estava, o que não me garantiu a melhor visualização dos lances.

Aproveitei que o 3×1 havia matado o jogo, e fui embora para não pegar a muvuca do metrô lotado. Antes, dei tchau para um amigo colocolino que eu havia feito amizade durante o primeiro tempo, parabenizando ele pela vitória. Mais um fanático torcedor que conheci durante essa viagem.

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