Once upon a time in Santiago, Chile – Dia 2, Voltando ao Estádio Nacional

No terceiro dia de viagem, infelizmente, não havia jogo de futebol para assistir. Assim, coloquei como meta ir a algum estádio.

Após algumas horas trabalhando e conversando com gente do Brasil, me convenci que era uma boa passear. Me convenceram que se estava em uma cidade importante turística, eu deveria ir a algum lugar legal. Era hora de conhecer algum ponto turístico municipal.

Ledo engano. Estava saindo do meu segundo hotel (agora no bairro de Providencia) a caminho do Teleférico do Cerro San Cristóbal.

Precisei de duas quadras para refletir e em meus pensamentos concluir: “Calma, fazer o que andando de teleférico? Eu não suporto isso. Odeio altura”.

Bom, dei meia volta e fui para o Estádio Nacional Julio Martínez Prádanos. Já havia ido lá em 2016, mas queria voltar para ver como estava.

Inclusive, parei para pesquisar um pouco. Dois jogos na história deste estádio me chamaram atenção como brasileiro e são-paulino. Foi lá que, em 17 de junho de 1962, que o Brasil conquistou o bicampeonato mundial, vencendo por 3×1 a Tchecoslováquia, com gols de Amarildo, Zito e Vavá. Pelé não jogaria a fase final daquele ano, após machucar-se contra a própria Tchecoslováquia, em um 0x0 na primeira fase.

O outro jogo de destaque para mim lá aconteceria em 26 de maio de 1993. Após vencer o jogo de ida da final da Libertadores daquele ano por 5×1 contra o Univerisad Católica, o São Paulo viajaria para a capital chilena para definir o seu bicampeonato do torneio sul-americano, após levar 2×0.

Bom, voltando ao passeio. Quando estava no ônibus a caminho do estádio e percebi que a rota feita pela motorista não era a normal, logo desconfiei que alto acontecia. Assim, coloquei no Google para ver a programação do estádio naquele dia 8 de maio. E sim, haveria um concerto musical lá. Uma banda norte-americana chamada Korn.

Quando cheguei no estádio e fui perguntando de porta em porta se poderia de algum jeito entrar, imaginei que o tempo havia sido perdido. Todos seguranças lá estavam programado para dizer não. E alguns falavam “volte amanhã”. O famoso “tente outro dia”.

Quando estava concluindo 90% da volta a pé por fora do estádio, cheguei na entrada de serviço do “Parque” Estádio Nacional. E ali foi o caminho certo para entrar, após perceber que algumas pessoas passavam pelos seguranças sem serem questionados.

Primeiro, entrei no Estádio com atletas de uma competição estudantil de atletismo que estava sendo realizada lá por aqueles dias. Obrigado ao Carlos, atleta concorrente do Darlan Romagni, do arremesso de disco, que me deu o caminho para entrar como se eu fosse alguém ali que estivesse indo assistir a competição dos jovens atletas.

Depois, quando fui embora, me deparei com algo curioso. Optei por sair no contrafluxo de todos que estavam entrando para ir no show. Enquanto eles eram revistados ou passavam seus ingressos no ponto de controle, eu pedia licença e ia saindo do estádio. Perceberam a ironia da situação?

Eu tava dentro da área do show, após a revista e a área de validação de ingressos, tendo entrado no estádio pelo caminho do torneio estudantil de atletismo. Por sorte, não conheço e nem sei o que é Korn. E, por persistência, pude entrar no estádio. Feliz com a missão concluída do dia 3.

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