Once upon a time in Santiago, Chile – Dia 1, Libertadores na Claro Arena

No dia em que comprei as passagens para Santiago, para assistir ao jogo do São Paulo pela Sul-Americana, eu tinha em mente que queria aproveitar ao máximo as experiências futebolísticas disponíveis por lá.

A primeira coisa que fiz foi ver as tabelas – Libertadores, Sul-Americana e Chilenão. Bom, se nas competições internacionais foi simples e fácil encontrar os jogos, no futebol local nem tanto…

No meu dia 1 de viagem, 6 de maio, teríamos dois jogos internacionais: Audax Italiano x Vasco da Gama (Sul-Americana) e Católica x Cruzeiro (Libertadores). Obviamente iria em um dos dois.

Na sequência, fui atrás dos jogos do Campeonato Chileno e concluí que não havia jogos por esse campeonato da primeira divisão na minha semana em terras chilenas. Imagina os minutos de “puta que pariu, o que fazer?”.

Após algumas pesquisas, achei a Copa de La Liga do Chile, torneio que faz sua estreia em 2026. A disputa serve para dar chance ao campeão de disputar a Libertadores do ano seguinte. Segundo meus amigos chilenos, inventaram para que a Federação Chilena “pagasse” o que devia a TV que detém jogos por lá.

Bom. A verdade é que fui, literalmente, salvo pela Copa de La Liga no fim de semana. Porque seria difícil passar sábado e domingo sem futebol estando 3.500 km de casa. Ainda aproveitei e achei um joguinho da segunda divisão chilena… Mas isso eu conto mais à frente.

Voltando ao primeiro dia, o ingresso do jogo da Copa Libertadores custava algo em torno de 215 reais (pouco mais de 40 dólares), na Claro Arena, casa reformada da Católica. Fui em 2016 no Estádio antigo dos Cruzados, e com certeza eu voltaria nesta viagem.

Só teria ido no jogo do Vasco, se o ingresso fosse muito mais barato. Por que aí, deixaria para assistir um jogo da Católica no domingo (10) pela famigerada Copa de La Liga.

Bom, para minha sorte/azar, Audax x Vasco custava cerca de 180 reais. Não tive dúvida, fui no jogo da Libertadores.

Viciado em ir a jogos de futebol de carro (nos últimos 20 anos fui 1 ou 2 vezes no Morumbi de transporte público), quebrei a cabeça para pensar em como ir para o Estádio.

Vista do meu primeiro hotel (Mercure Centro) na Av. Libertador Bernardo O’Higgins em frente a Biblioteca Nacional

Fato que quem viaja não liga muito para gastos. E faz sentido isso. Já que, quando está viajando, tem que tentar curtir ao máximo. Mas cá entre nós, entre um Uber por 80 reais por trecho (ou seja, 160 ida e volta), eu definitivamente sabia que poderia encontrar alternativa mais barata.

E assim foi feito. Depois de desistir de encontrar alguma boa vontade nos cruzeirenses que conheci no aeroporto e no hotel, eu fiz o simples: falei com a recepcionista do Mercure, a Marcelina (Nina), que me falou:

“Para o Estádio da Católica, é um ônibus para ir e outro para voltar, que você toma na porta do hotel. A linha 421. Não tem como errar”. Juro, pagar menos de 5 reais por trecho, foi a melhor escolha. A ida era tranquila, o ônibus pararia a algumas quadras do estádio.

A volta, bastou eu ficar atento a divulgação dos Cruzados (@cruzados_oficial) no Instagram, que explicava bem eficientemente onde tomar o busão da volta.

Sobre a experiência, começo explicando/lembrando que o Estádio San Marcos de Apoquindo virou uma arena. E, adivinha, o que acontece com as arenas sul-americanas?

Vamos lá. O que aconteceu de comum na Arena do Palmeiras, do Atlético-MG, do Athletico, entre outras mais moderninhas? Gramado artificial!!!

Parabéns ao futebol sul-americano. Salvo exceções, como a Arena do Grêmio, os estádios novos tão seguindo por esse caminho tenebroso.

Se entra menos luz do so no estádio, infelizmente essa será a solução. Aquele plástico no lugar da grama. Estamos atrasados em tudo com relação a Europa. Impressionante.

Sobre o estádio, realmente é bonito. Um dos mais modernos da América do Sul. Moderno que é igual a novo. Imagino que Santos e Vasco pensam em fazer modernizações parecidas na Vila Belmiro e em São Januário.

Já a respeito da partida… Chuva e frio, jogo tecnicamente abaixo do que era esperado. Um 0x0 daqueles. Fui embora antes de acabar, com total certeza de que não haveria gol.

A torcida da Católica tentava levar o time, mas os donos de casa eram um tanto quanto limitados (tal qual o futebol chileno atual).

No fim, as melhores resenhas foram com pessoas que cruzaram meu caminho.

Na ida, fui o ônibus todo papeando com um trio de hinchas cruzados. Um pai dos seus 50 e poucos anos, o filho de 11 anos e um amigo deles de idade intermediária, 37. Lamento não ter pegado contato. Tô ficando desapegado quanto a isso.

A ida demorou cerca de 1h, que passou voando. Porque fomos falando de futebol do começo ao fim.

No estádio, fiz uma amizade inesperada com um cruzeirense da torcida Rasta, o Robert de Boassa. Mineiro gente finíssima, amigo do pessoal da Dragões da Real e da Torcida Independente.

Na volta, do estádio até o ponto de ônibus, voltei contando histórias no caminho para duas cozinheiras que trabalhavam no estádio. Me ajudaram a garantir que eu pegasse o ônibus no ponto certo.

Entre frio, chuva e futebol de baixa qualidade, uma experiência única e rica dentro de um estádio (arena) de futebol. Feliz por isso ao final deste primeiro dia.

Abaixo, o vídeo que fiz com edição de um amigo. Juro que nos dias seguintes gravei mais coisas para tentar fazer essa blogueiragem completa, mas infelizmente faltou mão de obra disponível para edição. Deixa pra lá…

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